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Como proteger idosos de golpes por telefone

Os golpes mais comuns por ligação, os sinais de alerta, as regras que a família deve combinar e como filtrar as chamadas antes que elas cheguem.

Guia · atualizado em 28 de setembro de 2026

Golpe por telefone não depende de a pessoa ser ingênua. Ele depende de pressa, susto e autoridade: alguém que diz ser do banco, do INSS ou da polícia, fala com firmeza e não dá tempo de pensar. Com idosos funciona mais porque a ligação chega em cima de uma rotina em que o telefone ainda é o canal principal.

Este guia tem duas partes: o que combinar com a família e como reduzir o número de ligações estranhas que chegam ao aparelho.

Os golpes mais comuns por ligação

Sinais de alerta

A regra que resolve quase tudo: desligue e ligue você. Use o número do verso do cartão, do extrato ou do site oficial. Nenhum banco, órgão público ou operadora pede senha, código ou transferência por telefone.

Combinados com a família

Filtrar as ligações antes que cheguem

Toda essa conversa fica mais fácil se o telefone simplesmente não tocar quando é um desconhecido. É o que um bloqueador por lista branca faz: o número que não está na agenda é encerrado em silêncio, antes de tocar.

Com o ZeroSpam, a configuração para um familiar idoso leva alguns minutos:

  1. Salve na agenda todo mundo que precisa tocar: filhos, netos, vizinhos, médicos, farmácia, igreja, portaria. Com DDD.
  2. Cadastre como exceção os números que ligam de vez em quando: laboratório, oficina, agendamento do posto de saúde.
  3. Deixe ligado o retorno de emergência: depois de ligar para 190, 192 ou 193, tudo toca por 1 hora.
  4. Explique a pausa: quando a pessoa estiver esperando entrega ou consulta, um toque libera 1 hora.
  5. Combine de olhar o histórico juntos de vez em quando — é uma boa conversa sobre quem anda ligando.

Veja o passo a passo com as telas →

O que o filtro não pega

Se o golpe já aconteceu

  1. Ligue para o banco pelo número do verso do cartão e peça bloqueio do cartão, contestação e revisão de empréstimos feitos no dia.
  2. Registre boletim de ocorrência — em quase todos os estados dá para fazer pela internet.
  3. Se houve Pix, peça ao banco o Mecanismo Especial de Devolução. O pedido tem prazo, então quanto antes melhor.
  4. Troque senhas do banco, do e-mail e do WhatsApp, e avise a família: golpista costuma voltar na mesma vítima.

Vergonha é a maior aliada do golpista. Quem conta rápido para a família e para o banco costuma recuperar mais.